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Delegacia apura uso de documento falso em crimes cibernéticos

Ordem para bloqueio de valores fraudulenta foi usada para obtenção de vantagens ilícitas e uso de dados sigilosos

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Três agentes do Dercc durante apuração de crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e o uso indevido da identidade funcional de autoridade pública
Dercc apura crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e o uso indevido da identidade funcional - Foto: DCS/Polícia Civil - RS
Equipamentos eletrônicos, celulares e computadores apreendidos.
Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, celulares e computadores. - Foto: DCS/Polícia Civil - RS

A Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC) realizou nesta terça-feira (9/12) a operação Ex Officio, para apurar crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e o uso indevido da identidade funcional de autoridade pública, com intenção de obter vantagens ilícitas mediante fraude. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Goiânia (GO) e apreendidos equipamentos eletrônicos, celulares e computadores. Não foram expedidos mandados de prisão.

Crimes e investigação
A investigação começou a partir do contato de um escritório de advocacia para esclarecer dúvidas em relação a um ofício, supostamente expedido por uma instituição estatal. O documento apresentava o brasão, a identidade visual e a assinatura de um órgão gaúcho e foi encaminhado a uma empresa do setor financeiro, simulando uma ordem para bloqueio de valores e fornecimento de dados sigilosos. A partir da análise técnica preliminar, foi possível constatar que o documento apresentava inconsistências. A equipe técnica da Polícia Civil analisou a criação e o envio do documento e constatou a fraude.

Com apoio de diligências autorizadas pelo Poder Judiciário, a equipe de investigação identificou o responsável pela criação da conta utilizada para o envio do documento falsificado, que usou técnicas para tentar ocultar sua identidade e localização. O homem identificado tem 26 anos e reside no estado de Goiás. Ele é sócio de empresas de tecnologia especializadas em serviços de tecnologia que conectam o comércio eletrônico e os bancos e operadoras de cartão no ambiente digital (gateways de pagamento).

A PC também apura se o investigado estaria ligado a outras fraudes cibernéticas, como as campanhas falsas de arrecadação praticadas durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Foram relevados diálogos entre o suspeito e autores daqueles golpes, indicando que as empresas do investigado teriam sido utilizadas para receber os recursos ilícitos.

O Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) da Polícia Civil reforça a importância de, sempre que houver dúvidas, verificar a autenticidade de documentos junto à instituição correspondente. Ofícios suspeitos ou tentativas de fraude devem ser imediatamente comunicados às autoridades competentes. O boletim de ocorrência pode ser registrado na Delegacia Online (link www.delegaciaonline.rs.gov.br). Denúncias anônimas podem ser feitas através do telefone 181.

Texto: DCS/Polícia Civil. Edição: Ascom/SSP.

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