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Grupo que furtava caminhões é desarticulado no RS

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auditório com agentes da segurança pública
Polícia Civil e a Brigada Militar realizaram uma operação conjunta que resultou na prisão de 20 pessoas - Foto: Polícia Civil - RS

A Polícia Civil e a Brigada Militar prenderam 20 pessoas nesta quinta-feira (11/9), em uma ação conjunta. A operação Truck Hunters investiga grupo especializado no furto de caminhões em diversas cidades gaúchas. Por cerca de dois anos, os criminosos combinaram furtos de veículos de cargas com extorsão das vítimas e desmanche em escala industrial. 

Foram cumpridas ordens judiciais em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Viamão, Gravataí, Canoas, Guaíba, Porto Alegre, Capão da Canoa, Tramandaí, Portão, Alvorada, Sapucaia do Sul, Mariana Pimentel e Santa Maria. São 28 mandados de prisão preventiva e 50 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos um caminhão, armas e drogas.  

A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR), ambas integrantes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). 

Dois policiais civis procuram evidências em residência
Ordens judiciais foram cumpridas em diversas cidades gaúchas. - Foto: Polícia Civil - RS

Investigação 
A investigação teve início em 15 de setembro de 2023, por denúncia anônima, quando três indivíduos foram flagrados realizando o desmanche de um caminhão. Na ocasião, foi identificado um automóvel usado em crimes, além de dois caminhões adulterados, reboque e diversas ferramentas.  

Duas semanas depois, uma operação policial revelou mais um ponto de atuação do grupo, em Gravataí. Em um galpão, criminosos mantinham um caminhão sendo preparado para desmanche.  

As investigações revelaram que organização mantinha departamentos especializados, hierarquia rígida e procedimentos operacionais padronizados para furtar, extorquir e desmanchar caminhões com eficiência industrial. 

Quatro agentes da Polícia Civil em frente a um portão de uma casa
Foram cumpridos 28 mandados de prisão preventiva e 54 mandados de busca e apreensão. - Foto: Polícia Civil - RS

Os suspeitos
Para o delegado Gabriel Lourenço (DRFC/DEIC), o comando do grupo era composto por quatro indivíduos. Um homem com 15 passagens policiais era o “cérebro criminoso”, coordenando a identificação de alvos e venda das peças, além de fabricar as chaves-micha, usadas para dar a partida nos veículos de carga. Outro, com 19 antecedentes, atuava como o braço operacional, tomando decisões sensíveis e supervisionando as ações de campo. O terceiro era especialista no planejamento dos furtos e na extorsão das vítimas. O quarto era o controlador financeiro. 

 "Esta organização representava uma ameaça real e constante ao setor de transportes gaúcho. O nível de sofisticação, a capacidade de causar danos econômicos e o terror psicológico imposto às vítimas tornaram esta investigação uma prioridade absoluta”, destaca Lourenço.  

Além dos líderes, o grupo criminoso contava com 15 executores especializados nos furtos. A célula chegou a ter uma rede de contatos com postos de combustíveis, que os informava sobre caminhões carregados e seus horários de parada, além de atuarem no aluguel de galpões usados para o desmanche.  

Caminhões-alvo 
Os suspeitos furtavam caminhões carregados com cargas valiosas como ração animal, materiais de construção, produtos eletrônicos, dentre outras, que transitavam, especialmente, na BR-116, ERS-122 e demais vias importantes.  

Depois, passavam para a etapa de extorsão, pedindo entre R$ 5 mil a R$ 100 mil de resgate aos proprietários, dependendo do modelo do veículo e da carga. Desesperadas, muitas vezes, as vítimas pagavam os valores exigidos. Já aqueles que não efetuavam os pagamentos, tinham os veículos encaminhados para o desmanche, onde, em muitos casos, um caminhão inteiro era desmontado em menos de 12 horas”, revelou o delegado.  

As peças eram, então, adulteradas e encaminhadas para um receptador que atua no ramo de transportes e aluguel de caminhões, em Guaíba.  

Texto: DCS/Polícia Civil-RS. Edição: Ascom/SSP-RS.

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