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Hacker investigado por invadir sistema judicial eproc é preso na Paraíba

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Agentes da Polícia Civil cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão na Paraíba
Agentes da Polícia Civil cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão na Paraíba - Foto: Polícia Civil - RS

A Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC) realizou nesta terça-feira (22/7) a operação Negazione, em cumprimento a sete mandados judiciais no município paraibano de Guarabira, com apoio da Polícia Civil local (PB). A investigação teve início em março deste ano, após o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) revelar o ataque cibernético que derrubou temporariamente o site da instituição e o eproc, sistema virtual de acesso e acompanhamento a processos judiciais. Uma pessoa de 22 anos foi presa por invasão qualificada do dispositivo de informática e interrupção do serviço informático de utilidade pública e equipamentos eletrônicos foram apreendidos. 

Segundo o delegado Marcos Vinícius Nespolo de David, da Delegacia de Investigações Cibernéticas Especiais (DERCC), a investigação identificou um canal na internet que oferecia pagamentos via PIX para participação de outras pessoas em ações coordenadas contra servidores públicos e sistemas governamentais. A análise técnica revelou o uso de uma rede, com computadores e smartphones, com mais de dois mil dispositivos comprometidos, espalhados por diversos países. O suspeito aplicou um ataque do tipo DDoS (Distributed Denial of Service

Ilustração mostra um hacker ou cibercriminoso de costas acessando diversos computadores. As cores predominantes são preto e azul. Os contrastes entre as luzes dos caracteres nas telas e a escuridão do ambiente dão o tom dramático da imagem.
Além do site, o ataque hacker afetou o eproc, o sistema judiciário gaúcho - Foto: Ilustração (Ascom/SSP-RS)
ou Negação de Serviço Distribuída) – que busca sobrecarregar um servidor até deixá-lo inacessível. 

"Além do site, o ataque afetou o
eproc e o sistema judiciário, causando a suspensão de prazos processuais. O crime impossibilitou que fossem realizadas consultas de processos e a precatórios, expedição de certidões judiciais negativas, entre outros serviços. A princípio o
hacker agiu sozinho, mas vamos analisar o material apreendido e tomar as medidas cabíveis de responsabilização", disse o delegado. 

Texto: DCS/PC_RS e Dulce Mazer (Ascom/SSP-RS). Edição: Luciana Balbueno e Júlio Amaral (Ascom/SSP-RS)

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