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Operação Aurora investiga rede de abortos clandestinos em sete estados

Grupo fornecia medicamentos controlados e orientação para interrupção de gestação

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Policiais da Draco
Polícia gaúcha invetigou os administradores de um grupo de WhatsApp que interagiu com mais de 250 mulheres. - Foto: DCS/Polícia Civil - RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Diopi/Senasp), desencadeou na manhã desta segunda-feira (8/12), a operação Aurora. O objetivo da ação foi desarticular uma organização criminosa interestadual especializada no tráfico de medicamentos controlados, como algumas substâncias usadas para a prática de aborto.

Além da comercialização ilícita, os integrantes do grupo também ofereciam orientações e suporte quanto ao modo de administração dos fármacos durante o procedimento. Três pessoas foram presas e drogas e celulares foram apreendidos.

A investigação
Segundo a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, a Polícia Civil passou a investigar, em abril, um caso de aborto por ingestão de medicamentos controlados, que teriam sido comprados pela internet. A gestante relatou ter chegado aos vendedores após pesquisas em redes sociais. Com os fármacos, também teriam sido contratados os serviços de assessoramento técnico virtual, para acompanhamento da intervenção. Sem receber a atenção prometida, a vítima procurou atendimento médico em um hospital local.

A partir da investigação, a polícia identificou os administradores de um grupo de WhatsApp que servia de apoio para as negociações, cujos integrantes residem em diferentes estados e atuam na Paraíba, Goiás, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O grupo chegou a ter interação com mais de 250 mulheres.

A primeira etapa da operação visa esclarecer a participação de cada indivíduo no esquema criminoso, bem como entender a dinâmica da organização, além de apurar de onde o medicamento está sendo desviado. Por se tratar de droga que só pode ser ministrada em hospitais, sua comercialização em farmácia e afins é vedada.

A operação Aurora foi realizada por meio do Projeto Impulse, inserido no Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Enfoc/MJSP). Conta com apoio do Ministério da Justiça e foi realizada simultaneamente em sete estados pelas polícias civis da Paraíba, em João Pessoa; de Goiás, em Goiânia e Valparaíso de Goiás; do Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu; do Espírito Santo, em Aracruz; da Bahia, em Irecê e Itaguaçu; de Minas Gerais, em Santos Dumont e de Brasília, no Distrito Federal.

Texto: DCS/Polícia Civil. Edição: Ascom/SSP.

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