Secretária-adjunta da SSP ministra palestra sobre violência contra a mulher na Brain Week
Adriana Regina da Costa participou do debate sobre a crise social dos feminicídios
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Para discutir o avanço dos feminicídios sob uma perspectiva multidisciplinar, a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana Regina da Costa, participou de um debate na Brain Week, na tarde da última terça-feira (2/6). O evento reúne especialistas de diversas áreas ao redor de temas relacionados ao cérebro, à ciência, à saúde mental, entre outros, de 1º a 7 de junho, em Porto Alegre. Sob o título “Neurobiologia, psicopatologia e a crise da sociedade no feminicídio”, a mesa também contou com palestras da psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo e da psiquiatra forense Lisieux Elaine De Borba Telles.
A atividade, desenvolvida em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), propôs discutir dinâmicas afetivas, padrões de comportamento, legislações, programas de apoio, além de aspectos mentais e comportamentais de vítimas e agressores que impactam nas situações de risco de feminicídios.
Na ocasião, Adriana da Costa apresentou a palestra “A dura realidade: o feminicídio no mundo real”, com dados atuais sobre violência doméstica e familiar. Em sua fala, a secretária-adjunta destacou que o feminicídio e a violência contra mulher deixaram de ser um problema tratado exclusivamente pelo viés da segurança pública. “Já tivemos anos no quais os números de vítimas foram mais altos, entretanto esse tema não era tão comentado quanto é hoje e as ocorrências eram menos frequentes. Atualmente, a violência contra mulher se tornou uma questão que envolve toda a sociedade. E debates como este são muito importantes, pois mostram que estamos cada vez mais mobilizados para combater esse problema”, afirmou.
A representante da SSP destacou o trabalho permanente realizado pela pasta e pelas forças policiais para prevenir e combater a violência contra a mulher. Entre as ações, está o programa de Monitoramento do Agressor. “O programa garante o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). O agressor é monitorado por uma central que está localizada no prédio da SSP. Atualmente, são mais de 2.400 monitorados no Rio Grande do Sul. Isso faz do RS um dos estados mais avançados nesse quesito. Além disso, desde 2023, nenhuma mulher que passou por esse programa foi vítima de feminicídio”, revelou.
Representando o Conselho Acadêmico do Brain Congress, Carmita Abdo abordou o tema “Relações afetivas, sexualidade e violência: onde começa o risco?”. Lisieux Telles palestrou sobre “A mente do agressor: psicopatologia, impulsividade e risco de letalidade”. Ao final das apresentações, as especialistas participaram de um debate com a plateia. A articulação intersetorial foi destacada por Lisieux, que apontou que o fortalecimento das instituições da saúde e da segurança pública, além de outras áreas, é essencial ao avanço no combate à violência contra a mulher.
Texto: Dulce Mazer e Leonardo Fister/Ascom SSP-RS
Edição: Letícia Jardim/Ascom SSP-RS