SSP reforça proteção às eleitoras atendidas no Programa de Monitoramento do Agressor
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) realiza, nos dois turnos das eleições de 2026, uma força-tarefa para proteger as eleitoras participantes do Programa de Monitoramento do Agressor em todas as regiões do RS. Em uma parceria inédita com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), a Central de Monitoramento do Agressor da SSP ampliou sua estrutura de atendimento durante os dias de votação. A Central aumentou o efetivo responsável pela análise de alertas emitidos pelo sistema eletrônico, por meio do uso de tornozeleiras pelos agressores e aparelhos celulares, ampliando a capacidade de resposta diante da incidência de concentrações de público.
Para qualificar as ações preventivas, a Central recebeu do TRE informações sobre os locais de votação dos monitorados vinculados ao programa. Os dados foram utilizados para contextualizar alertas de aproximação eventualmente registrados nos locais de votação, onde podem ocorrer encontros entre vítimas e agressores submetidos a medidas protetivas.
Em caso de alerta de aproximação em uma zona de votação, a equipe pode verificar caso a caso e adotar os protocolos previstos, que incluem contato imediato com o agressor e vítima e, se necessário, acionamento das forças de segurança para intervenção no local, preservando o direito de ambos ao voto.
A Brigada Militar e a Polícia Civil estão em alerta para a possibilidade de aumento de ocorrências. As corporações foram preparadas para uma eventual ampliação da demanda por viaturas e atendimento de violações de medidas protetivas. Segundo a coordenadora do Programa de Monitoramento do Agressor, capitã Mariana Oliveira dos Santos, a atuação integrada tem como objetivo garantir a segurança das vítimas, em primeiro lugar, mas também dos eleitores, dos mesários e dos demais profissionais envolvidos no processo eleitoral. "A SSP está atenta à segurança das eleitoras. Diante de uma situação excepcional, fortalecemos nossa equipe capacitada que recebe, analisa e acompanha os alertas de aproximação. O foco é evitar o contato e agir em potenciais situações de violência. O agressor que se aproximar receberá ordem de se afastar e, caso isso não aconteça, as forças de segurança serão acionadas", explicou.
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