IGP adquire dois sistemas multiespectrais para revelação de impressões digitais em cenas de crime
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O Instituto-Geral de Perícias (IGP) adquiriu, no dia 10 de fevereiro, dois sistemas multiespectrais para revelação de impressões digitais da marca ForenScope. A tecnologia permite registrar vestígios papiloscópicos em cenas de crime com maior definição, além de realizar varreduras capazes de identificar onde estão os fragmentos, mesmo quando encobertos por poeira ou não perceptíveis a olho nu.
Para o papiloscopista Eduardo Stumvoll, da Seção de Revelação de Latentes (SRL) do Departamento de Identificação do IGP, a modernização impacta diretamente a preservação da prova pericial. Ele lembra situações em que fragmentos de impressão digital foram perdidos durante a aplicação de reveladores. “Com a nova tecnologia, reduzimos drasticamente essa possibilidade e ampliamos a capacidade de encontrar vestígios que antes poderiam passar despercebidos.”
Diferentemente do método manual tradicional, o sistema elimina a necessidade de aplicação de pós e reagentes reveladores, que podem gerar resíduos e gases tóxicos.
Além da economia de insumos e da maior proteção aos servidores, o novo sistema com automatização das lentes oferece ganho expressivo de resolução, precisão e agilidade.
Após a captura, os arquivos digitais são transferidos para os servidores do IGP e posteriormente inseridos no Afis (Automated Fingerprint Identification System), ampliando as possibilidades de comparação e identificação em bancos de dados papiloscópicos.
A aquisição, no valor de R$ 1,75 milhão, foi viabilizada com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp). Novos processos de compra e aquisição devem ser realizados futuramente com o objetivo de equipar demais seções e servidores.
O IGP já dispunha de um equipamento da mesma marca, adquirido em 2024, porém em versão anterior, com resolução 4K – o novo modelo opera com o dobro da capacidade (8K).
Texto: Gregório Mascarenhas/ Ascom IGP. Edição: Ascom SSP.