Nove pessoas são presas por fraudes na venda de imóveis
Prejuízos chegam a R$ 300 mil
Publicação:
A Delegacia de Polícia de Imbé realizou, na manhã desta segunda-feira (27/4), a operação Terra de Ninguém, com o objetivo de desarticular associação criminosa que praticava estelionato, falsificação de documentos públicos e particulares e extorsão. Nove pessoas foram presas.
Foram cumpridos dez mandados de prisão nas cidades de Tramandaí, Capão da Canoa e em Jaguaruna, Santa Catarina. Dois dos mandados foram executados em Osório e Taquara, junto ao sistema prisional. Em Novo Hamburgo foi cumprido mandado de busca e apreensão. Além disso, foi realizado o bloqueio de valores em contas bancárias.
Marketplace
As investigações apontaram que o grupo realizava a venda fraudulenta de imóveis por meio de plataformas comerciais que reúnem múltiplos vendedores, do tipo marketplace , funcionando como um shopping virtual. Conforme apurado, o líder da organização cumpria pena na Penitenciária Modulada Estadual de Osório, enquanto coordenava as ações do grupo.
Segundo o delegado Rodrigo Nunes, os suspeitos atraiam as vítimas ao anunciar casas e terrenos por valores abaixo de mercado e condições facilitadas. Eles passavam a negociar com as vítimas, informando que o suposto proprietário iria até o cartório para concretizar a venda, onde assinavam contratos falsos, transmitindo a sensação de segurança às vítimas.
Foram identificadas mais de 20 ocorrências relacionadas ao esquema, que resultaram em prejuízo superior a R$ 300 mil às vítimas.
“Entre os presos estão, além da liderança, integrantes responsáveis pela logística das fraudes, incluindo indivíduos que se passavam por proprietários dos imóveis e avaliadores de veículos, bem como operadores financeiros encarregados de receber e administrar os valores obtidos ilicitamente”, explicou o delegado Rodrigo Nunes.
A operação contou com o apoio de delegacias da região, bem como da Delegacia de Polícia de Jaguaruna (SC).
Denúncias anônimas podem ser feitas pelo 181 ou pelo WhatsApp (51) 98416-7999. O sigilo é garantido.
Texto: DCS/Polícia Civil. Edição: Ascom/SSP.