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Polícia Civil desarticula esquema de fabricação e venda de submetralhadoras no Vale dos Sinos

Quatro pessoas foram presas e armas foram apreendidas em Novo Hamburgo

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A imagem mostra uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, realizada pela unidade DRACO de São Leopoldo. Em destaque, há um banner institucional com o nome da corporação e um número de contato para denúncias. À frente do banner, sobre uma mesa, estão expostos diversos itens apreendidos: armas de fogo, componentes de armas e várias impressoras 3D, sugerindo que a tecnologia estava sendo utilizada para fabricar ou modificar armamentos. O cenário transmite claramente o caráter de uma ação policial voltada ao combate à produção e distribuição ilegal de armas.
Armas apreendidas seriam vendidas para grupos criminosos na Região Sul do país. - Foto: DCS/Polícia Civil - RS

Na sexta-feira (27/2), a Polícia Civil gaúcha, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, dissolveu um esquema de fabricação e venda de submetralhadoras. Elas eram produzidas por uma organização criminosa em Novo Hamburgo. Dois homens foram presos em flagrante e um casal foi preso no local da fabricação dos armamentos.

Os dois suspeitos foram presos em flagrante enquanto se deslocavam com uma submetralhadora e dois carregadores municiados, em um veículo particular, passando-se por motorista de aplicativo e passageiro. Eles estavam a caminho de realizar uma entrega para outras organizações criminosas da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Simultaneamente, outras equipes da Draco prenderam um casal no local de fabricação, ainda com impressoras em funcionamento. No local, foram apreendidas sete armas prontas, além de seis impressoras 3D, carregadores, cartuchos e vários componentes metálicos.

Segundo o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, da Draco de São Leopoldo, esta ação policial é um desdobramento da investigação, comprovando que a organização criminosa investia na produção de armas de fogo de grande capacidade letal para o comércio ilícito na Região Sul. “A desarticulação da fábrica de armamentos representa um golpe estrutural à organização, que vendia as armas e outros equipamentos para grupos criminosos do interior do Estado, da Região Metropolitana, do Litoral, além dos estados de Santa Catarina e Paraná. O objetivo da operação foi evitar o escalonamento da produção, com a apreensão de equipamentos e insumos e prisão dos envolvidos”, disse o delegado.

Texto: DCS/Polícia Civil. Edição: Ascom/SSP.

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