Como o trabalho dos peritos do IGP direciona a investigação de um crime
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No primeiro mês de 2026, a Divisão de Pronto Atendimento (DPA) do Instituto-Geral de Perícias realizou mais de 100 atendimentos de locais, em uma área de abrangência de 26 municípios e mais de 3 milhões de gaúchos. Os números dão a dimensão da intensidade de um trabalho que, em muitos casos, redefine o rumo de uma investigação ainda nos seus primeiros momentos. Homicídios e tentativas, crimes patrimoniais, suicídios ou tentativas, encontros de cadáver, feminicídios e todos os locais a eles relacionados compõem grande parte das demandas que chegam em caráter de urgência às equipes de atendimento externo sediadas no Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais (Crepec), em Porto Alegre – atuação que também se desenvolve no interior do Estado, sob a coordenação dos Postos de Criminalística subordinados ao Departamento de Perícias do Interior (DPI).
A atuação no local é uma porta de entrada da perícia. É ali, na cena, que vestígios decisivos são identificados, coletados, catalogados e encaminhados para análises especializadas em diferentes setores do IGP. Para o chefe da Divisão de Pronto Atendimento, Evandro Gomes da Silva, “O resultado da perícia de local pode alterar todo o foco de uma investigação.”
Antes mesmo da instauração de um inquérito, a leitura técnica do local de crime permite confirmar, redirecionar ou descartar hipóteses, orientando decisões rápidas na busca por vestígios como DNA e impressões digitais. Um exemplo é o emblemático caso da “mala na rodoviária”.
O trabalho pericial no local é realizado por esquipes multidisciplinares, formadas por peritos criminais de diferentes áreas, juntamente com papiloscopistas, fotógrafos criminalísticos e técnicos em perícias. Na atuação em campo também é formalizada a cadeia de custódia dos vestígios, garantindo a identificação, o registro e a integridade do material desde a coleta até as análises laboratoriais e o eventual uso judicial.
O atendimento de local abrange diferentes naturezas de ocorrência, desde homicídios até encontro de cadáver genéricos, exigindo análise técnica criteriosa para a correta classificação e condução da investigação.
A atuação das equipes conta com tecnologia especializada, como captura eletrônica de impressões e scanner 3D, além de viaturas e estrutura que garantem mobilidade e resposta imediata, compatíveis com a urgência dos atendimentos.
Texto: Ascom IGP. Edição: Ascom SSP.